Agradecimento

 

Equipe
Da esquerda para direita: Pe. Paulo Roberto, Seu José Cordeiro, Seu Roberto Gonçalves, Edilza Serrano, Benedito Alcântara e Ir. Osnilda Lima

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovakloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: – Me ajuda a olhar! (Eduardo Galeano, em O livro dos abraços).

No Projeto Voz da Amazônia, com mergulho no Amapá e Pará, foi preciso que Benedito

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Dom Pedro Conti

Alcântara, Dom Pedro Conti, Edilza Serrano e Padre Paulo Roberto Martins nos ajudassem no percurso até Macapá, Reserva Extrativista do Rio Cajari, Laranjal do Jari, Comunidade Padaria, Comunidade São José, Comunidade Cachoeira de Santo Antonio e Comunidade São Francisco na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru.

Ao chegar em cada comunidade, éramos interpelados a silenciar. As perguntas que queríamos fazer não saiam. A escutação foi a trilha.  As lideranças que conosco vinham conversar nos calavam. Estávamos diante dos sábios da floresta.

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Dona Antônia Carvalho

Os povos que vivem nos rios, nas reservas, na floresta, na terra firme e nos centros urbanos amazônicos portam a sabedoria. Eles sabem o que é melhor para a região. Mas pouco são escutados.

Nossa equipe, mesmo tendo contemplado, ouvido, convivido com os povos que vivem na Região da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), não sabemos como narrar o que vimos, ouvimos… Ficamos gaguejantes, trêmulos, diante da imensidão da vida, da cultura, do saber dos amazônicos. Aos poucos queremos aprender.

Nossa gratidão aos que nos conduziram, nossa gratidão aos que nos receberam.

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