Making of

Macapá, no Amapá, foi a cidade de encontro e de partida para este trabalho ao longo do Rio Jari, marco divisor entre o Estado do Amapá e Pará. Osnilda Lima, jornalista residente em Brasília; Gaspar Guimarães, video documentarista, residente em São Paulo; Paulo Maia, fotógrafo, residente em Recife; todos, desembarcamos como ponto final de nossas cidades de origem no Aeroporto Internacional de Macapá Alberto Alcolumbre. Ali fomos recebidos pelo professor de História e membro da REPAM, Benedito Alcântara, que também partiria nessa viagem conosco. No dia seguinte, juntou-se à equipe a indigenista Edilzamar de Fátima, do Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (IEPE), quem nos apoiou com a mediação e contato com os ribeirinhos daquela região.

Foram cinco dias de intenso trabalho e da mais bela troca de experiência entre os colegas e, especialmente, destes com os anfitriões de cada comunidade por onde passamos. Entre entrevistar, gravar vídeos e fotografar, sempre houve  a oportunidade de parar para tomar um café, sorrir, e partilhar a vida.

Quando cada um de nós saíamos de nossas cidades, levávamos apenas o peso de nossos equipamentos e dos acessórios pessoais. Ao final de nosso trabalho no Amapá, retornamos para nossas casas carregados do sagrado compartilhado por esse terreno fértil que são as diversas vidas que se entregaram frente às nossas lentes. Voltamos também carregados do peso da responsabilidade de fazer que essas vozes sejam escutadas e que esses rostos sejam vistos por mais gente neste país.

Alguém poderia dizer que são rostos e vozes anônimos. Mas não foi anonimato o que vimos. Ao contrário, vimos grandes protagonistas de suas histórias e das histórias de suas comunidades. Encontramos pessoas muito conscientes de seus processos socioeconômicos e ambientais e muito ativas em suas lutas. Pessoas que estão na frente de batalha contra a injustiça que se impõe contra eles todos os dias de suas vidas e que teimam em não desistir.

Este, portanto, não é apenas um “making of” de nosso trabalho, e sim desse encontro com o Sagrado vivido em cada uma dessas pessoas que abriram suas casas e corações para adentrarmos sem as sandálias porque era terra santa.

 

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