O cuidado com a natureza

 

A defesa da Casa Comum

 

Ele é da aldeia Kamuta e membro do conselho das Aldeias Wajãpi. Silencioso, de fala cadenciada, Kapirijerã Waiãpi defende a Casa Comum e a Amazônia. Ele pertence ao povo Wajãpi que habita a região delimitada pelos rios Oiapoque, Jari e Araguari, entre Pará, Amapá e a Guiana Francesa.

Os Wajãpi vivem da caça, da pesca, da agricultura e da coleta. Mudam com frequência a localização de suas aldeias para permitir que as áreas ocupadas possam ter a recuperação ambiental.

Kapirijerã diz que a Terra cuida da humanidade e de todos os seres que nela habitam. Mas lembra que ela também sente dores como a humanidade. Por exemplo, diz ele: “A Terra tem sangue, que são as águas. Tem pelo, que é a floresta. Tem pulmão que são os minérios. Se a gente destrói tudo isso daí a Terra vai ficar doente. A Terra sofre! Se a gente acaba com a Terra isso vai trazer muitos impactos. Isso vai afetar o mundo inteiro”, diz o jovem.

“O pai da Terra é o vento. Se a gente fere a Terra, o pai defende a filha. Por isso acontece os furações e tsunamis. É porque a filha está ferida, machucada. Por isso é importante cuidar da Terra”, revela Kapirijerã.

Kapirijerã expõe que seu povo é contra qualquer tipo de abertura à exploração na Amazônia e se mostra apreensivo com a possível liberação, na região, para a mineração.

 

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